sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Tânia, a pseudo-esperta

Tânia era empregada doméstica na casa de minha amiga. Eu me recordo bem dela e da filha que ficou amiga das filhas de Elisa. Essa minha amiga sempre tratou de forma generosa as secretárias que tinha. Generosa e correta.
Por algum motivo, que não sei bem qual, Tânia precisou sair da casa de Elisa. Contas feitas e minha amiga foi até à casa de Tânia levar a grana referente ao acerto. Nessa época não era muito comum assinar carteira de trabalho para o empregador doméstico. Mas Elisa costumava pagar 13º, férias, tudo muito direitinho e sabia fazer essas contas, uma vez que trabalhava com isso.
No outro dia qual não foi a surpresa: Tânia liga pra Elisa dizendo que o valor recebido não estava correto. Informou uma quantia "que foi calculada por um contador que sabe tudo e me disse que se você não me pagar posso te levar na justiça." Palavras de Tânia para Elisa.
Passado o susto, Elisa conversou com o marido e acharam por bem pagar o valor "pedido"; ligou pra Tânia e perguntou se ela já havia descontado o cheque que lhe dera. Caso não, iria pegá-lo e levaria o acerto total em moeda corrente.
Assim foi feito. O Brasil atravessava uma daquelas épocas em que a moeda era trocada feito fralda de neném.
Elisa preparou um recibo - que não havia feito no primeiro acerto - colocou a grana junto a um clip e foi pra casa da Tânia-esperta-sabe-tudo. Recibo assinado pelas duas. Elisa ainda perguntou o motivo daquilo tudo, pois o relacionamento entre as duas parecia amigável. Fez referência, inclusive à amizade das filhas. Tânia só respondeu: "o direito é meu e quero o meu dinheiro", assim, bem ríspida.
Muitos anos se passaram e um dia qualquer a filha de Tânia foi à casa de Elisa (ainda é amiga das filhas de minha amiga) e contou que, em meio à arrumação de uma nova mudança, acharam no bolso de um paletó velho o recibo e toda a grana - em cruzeiro novo ou numa das moedas hoje não mais existente - que Elisa havia levado pra esperta da Tânia que, àquela época, acreditara ter sido roubada por um malandro vagabundo que morava naquele bairro horrível onde moravam.
E o roubo, dizia Tânia espumando a boca de raiva, "foi praga de Elisa..."
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Severino, o "grande"

Severino tinha um carro enorme e quase não "cabia" naquele veículo, mas era lá que se sentia um homem grande. Pisava no acelerador, buzinava de forma irritante e ia pra casa ou pra onde ninguém sabia ao certo. O destino não importava ele queria era seguir na frente de qualquer motorista. De mim então...
Severino era magrinho, pequeno,“cabeça grande”: era inteligente e tinha opinião sobre tudo. E expunha, defendia, essas opiniões. De tudo ele entendia: política, música, literatura, filosofia, cinema, televisão. Odiava televisão aos domingos e, de vez em quando, dizia: “é hoje que vou me deparar com a voz insuportável do Paulo Henrique Amorim e com aquela Glória Maria saltando de asa delta e dizendo que o mundo é lindo...” Completava: “detesto Fantástico que, de fantástico, nada tem.”
Severino tinha um jeito de falar engraçado, eu ria muito dele e com ele. Como era encrenqueiro, meu Deus!! Pra tudo ele era o certo. Eu me dava bem com ele, por incrível que pareça. Logo eu, que tenho fama de encrenqueira, também.
Eu adorava ouvir suas impressões e, na maioria das vezes, discordava do que ele pensava, mas mesmo assim admirava os argumentos que tinha. Eram coerentes dentro da sua quase sempre incoerência. Aumentava o tom de voz e levantava os braços pra discordar. Como um político faz quando discursa. Oww e ele amava o discurso... pra tudo ele discursava... rs
Eu só não gostava de ver Severino dentro daquele carro. Por várias vezes nos encontrávamos num desses semáforos que havia no caminho do trabalho ao bairro que morávamos. A casa dele ficava uns quatro ou cinco quarteirões acima da minha casa.
Num dos semáforos da rua principal, Severino parava do meu lado ou me pedia passagem e eu gritava algo parecido com: “vai na frente que o mundo é seu”. Ele soltava uma risada e ia.
Num dia qualquer a cena se repetiu. Notei, porém, que tinha algo diferente, pois encostei o carro pra dar passagem, fiz minha costumeira saudação, mas ele não me respondeu. Achei estranho, em seguida pensei: "tá mais doido hoje que os outros dias."
Umas duas horas depois dessa ultrapassagem estranha eu recebo um telefonema em casa dizendo que Severino havia colidido, com um caminhão, num cruzamento que o levaria a uma cidadezinha aqui perto de Patos, onde seus pais moravam...
No velório de Severino contei aos nossos amigos o fato de ter permitido que ele me ultrapassasse num daqueles semáforos perto do nosso Bairro. Por muito tempo eu me senti culpada ao pensar no tal “se”: “e se eu não tivesse dado passagem pra ele?”
Depois, ainda bem, conclui que o destino da maioria dos homens que acredita ser maior que o carro que dirige é colidir com algo maior ainda, mais dia, menos dia. Infelizmente.
Sinto saudade de Severino, de seus argumentos loucos, das risadas que ele me provocava e, também, daquelas ultrapassagens que me permitiam encontrá-lo, no trabalho, no dia seguinte.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Rita* e as histórias não contadas


Rita foi casada por mais de vinte anos e me diz sempre que o tempo vivido ao lado daquele homem foi um inferno porque Tadeu, seu marido, era o "capeta em figura de gente".
De qualquer jeito que ele ficasse, dizia Rita, era ruim: se lúcido, com ela não conversava e era um cavalo; se bebia aprontava todas e, continuava sendo um cavalo.
Conheci o marido de Rita e estive com ele uma única vez: contando histórias pra cerca de umas cinco crianças que, fascinadas, nem piscavam os olhos e me pareceram, além de atentas, extremamente felizes ao lado daquele homem, que Rita me havia dito: rude.
Fiquei intrigada.
Conheço os filhos de Rita há muitos anos e todos eles, sem exceção, falam bem do pai. Dizem que ele bebia sim, mas que era para esquecer os aborrecimentos que tinha com a mãe.
O marido de Rita, depois dos filhos já crescidos, resolveu pegar seus objetos pessoais e sumir no mundo. Até hoje ninguém sabe por onde Tadeu anda. Os filhos todos se casaram, tiveram filhos e dois deles até netos têm. Rita e seu marido são bisavós.
Sou confidente de Rita e escuto sempre ela dizer que coisas escabrosas ocorriam entre quatro paredes, sobretudo, quando ele bebia.
Também sou amiga dos filhos de Rita e uma das filhas me disse que o pai era um homem calado sim, mas quando bebia ia pra cama sem amolar ninguém. Pra cama do casal, por certo. O que acontecia entre aquelas quatro paredes? Rita me conta que várias coisas horríveis, mas nunca entra em detalhes; não há sequer um caso contado, com início, meio e fim.
Fico intrigada.
Dia desses encontrei com uma nova vizinha. Conversa vai, conversa vem, descobrimos que ela também conheceu Rita e Tadeu, por muitos anos: no tempo em que o casal vivia junto. Não sei por que cargas d’água resolvi perguntar o que ela achava do casal. Ela me disse que Tadeu era uma ótima pessoa, calado, mas caloroso, principalmente com as crianças. E sobre Rita, a vizinha falou: "ela fazia da vida de Tadeu um inferno, era um 'capeta em figura de gente'."
Fiquei com aquelas palavras e com a lembrança dos filhos falando bem de Tadeu. Eu também me recordei, nitidamente, da cena em que vi Tadeu, com crianças felizes à sua volta, e pensei, intrigada, nas histórias que Rita nunca me contara.
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* Retornado os causos de onde parei e reafirmando que os nomes são todos fictícios. As histórias? Elas não... ou não... rs
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

De aniversário, saúde, amigos e blablablásss

Um título comprido por demais. Gosto não. Pra tudo sou muito extensa, prolixa e “enchedora de linguiça”, mas pra título sou sucinta.
Porém uma desconstruçãozinha, às vezes, é necessária. E essa desconstrução não se refere só ao título, mas à dissecação do mesmo: começar do pior pro melhor é mais interessante, creio.
Dos dias que fiquei sem postar (com abecedário terminado: tamanha breguice...rs) quis falar de tudo isso: de aniversário, de amigos, de saúde (ausência dela) e blablablásss.
Dentre os blablablás existentes um deles foi o responsável pela não minha vinda aqui no Outras: desânimo total. Uma coisa impressionante!!! Creio que consequência do mal-estar que senti na sexta-feira. Ou vice-versa. Talvez o mal-estar tenha sido consequência do tal desânimo. E o desânimo consequência do inferno astral (outro blablablá não menos importante nem menos ruim).
Sexta-feira vi minha vó pela greta, digamos assim. Nó, que mal eu passei. Minha sorte (já que num horário de estágio de Laurinha) foi a Marininha estar aqui e, assim, ela cuidou de chamar tia pra me levar pro hospital. Pro pronto-socorro. Agora, dá licença!!! Se fosse pra morrer, em decorrência da demora no atendimento, eu morreria. Irritante!! E o diagnóstico? Te deram algum diagnóstico? Porque pra mim téhojenumseiquêquieutive...
Mais saúde ruim e blablabláss? Não, chega!

Coisa melhor desse mundo de meu Deus é amor de amigo. Incluo nesse amor de amigo o amor de minhas filhas, irmãos e familiares todos. Tantos... e tão presentes nesses dias de pré (vide foto, do dia 15, com Laurinha, Dindinha, eu, Luana, Marininha e Clarinha sentadinha), de aniversário e de pós-aniversário.
Eu amoooo fazer aniversário!!! A impressão que tenho é que todos que se dirigem a mim (no real ou virtual), estão com boas intenções. Há aqueles que deixam uns recadinhos no orkut estilo: esse-recado-eu-uso-pra-todo-mundo-tá-bom-pra-você?, que eu não gosto muito e deleto logo. Mas mesmo esses não agem pensando ruim da gente. Então, energia boa eu recebo mesmo. E sinto.
Recebi diversos telefonemas que nem serão destacados aqui porque fica uma coisa chata, pedante e desnecessária. Mas um foi atípico: ex-colega de Ensino Médio (minhas gentes, mais de 30 anos isso...) ouviu meu nome na Rádio (deve ter sido coisa de Denise... hehe) e me ligou. Bacana!
Do meu aniversário inda tô colhendo frutos. Podem continuar me mandando presentes que recebo de boa, com até 30 dias de atraso, tá minhas gentes? E aqueles que fizeram o favor de esquecer minha data eu já dei uma cutucadinha com e-mails e mensagens no celular (tá, eu não presto...rs).
E do meu aniversário eu já ganhei dois posts lindos no Guaraná com Canudinho. O primeiro deles foi de minha Laurinha. Ela fez a declaração de amor mais linda desse mundo. O segundo foi de Rafa, meu filhote, que usou os dois neurônios (ele vai me xingar, mas tudo bem... perco o filhote, mas não perco a piada) e fez um post inteiro intercalando, nos parágrafos todos, váriassss canções compostas ou interpretadas por Caetano, meu ídolo maior.
Como não sou nada humilde ainda espero pra hoje e sexta-feira, quiçá sábado, mais outros posts pra euzinha aqui. Mereço! Ah, espero presentes também: dindim na minha conta, mais sabonetes deliciosos (ganhei duas caixas...rs), qualquer diamantezinho tá valendo.
É isso, minhas gentes. Vou mandar pra pqp os males da saúde, os blablablás ruins e ficar só com os amigos, presentes, telefonemas, e-mails, torpedos... e blablabláss bons!
Saúde!!


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domingo, 15 de novembro de 2009

"Z"oando o alfabeto e a minha pessoa

Bom, pra terminar meu lance de alfabeto e certa de que achar uma palavra com a letra zê é um tanto complicadinho resolvi dar andamento no tal MeMe suave (um tanto gay, digamos assim hehehe) que o Taffa me indicou.

Regras:
° Ilustrar a postagem com o selo acima;
° Dizer quem te indicou;
° Indicar outro[s] blog[s];
° Completar as frases que estão em vermelho.

Vamos lá...

1 - Eu já pulei as letras W e Y do babadinho alfabeto por considerar que elas são um porre e que nada se encaixava no que eu pretendia dizer.
2 - Eu nunca fiz sexo grupal. Não sei se um dia ainda farei... depende da possibilidade de haver algo esquematizado para a terceira idade e que seja prazeroso (literalmente... hehe).
3 - Eu sei que muitos ficam chocados com meu “Outras Trilhas”; com minhas besteiras e divagações. Mas assim, o blog é meu e faço o que quiser com ele, sacam?
4 - Eu quero ganhar muitos presentes amanhã, dia do meu aniversário. Mas por favor, não me deem paninho de bandeja e fogão: odeio. Pode ser um bom sabonete, um DVD, um livro, um gordo depósito na minha conta corrente... por aí.
5 - Eu sonho em ganhar um dinheirinho de forma honesta - pode até ser um presente, mas honesto – e, com ele: não ser preciso vender minha casa, só reformá-la deixando-a mais segura; ter um bom saldo no banco e até arrumar um namorado. Afinal, qual o cara que vai querer namorar uma mulher com mais de meio século de vida e pobre? Alguém acredita ainda no amor desapego? hehehe

Indico este MeMe para Clarinha fofíssima que acha que tem "Coração vagabundo" mas é um doce que só; além de bater papo comigo no twitter em pleno domingo de sol.
Beijossssss pro Taffa e pra Claríssima.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

"X"odós

Umas das outras e, de hoje até segunda-feira, reunidas. Quer melhor?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"V"erdade seja dita ou "top 5 apagão"


O apagão de ontem provocou muita confusão e preocupação, ninguém há de negar; porém, tudo tem um lado positivo, não é verdade, minhas gentes?
Vamos lá, estilo "top 5 apagão e suas benesses":
1. O "curto" apagou a chatice do assunto: UNIBAM, Geyze e seu vestidinho "curto".
2. Constatou-se, mais uma vez, que não há distância ou incomunicabilidade depois que "inventaram" o tal mundo virtual: no final, sabíamos de tudo que rolava no Brasil, por meio dos laptops e suas baterias carregadas.
3. A oposição ao governo tá dando pulos de alegria com o ocorrido (estilo vingança), pois em 2001 sofreram taaaantooo.
4. Muita gente já tirou e vai tirar terninho com cheiro de naftalina do guarda-roupa pra dar entrevista nos canais de televisão (é secretária de recursos da empresa x, assessora de empresa y, secretário do secretário da instituição z... hehehe).
5. Em agosto de 2010 o Brasil terá, certamente, um maior número de crianças circulando nos hospitais da vida... (buá... buá... rs)

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

"U"ltimato

A partir de segunda-feira agora, 16 de novembro, dia em que eu faço mais um ano de vida, declaro, para os devidos fins e de forma irrevogável, que:

1. vou excluir seu e-mail - você aí que só me manda corrente e mensagens políticas chatas, imbecis pensando que não sou capaz de formar minhas opiniões a respeito desse e de outros assuntos.
2. não quero mais te ver nem ouvir as mesmas histórias que você transformou, a seu bel-prazer, como verdade absoluta. Fazfavô, isso de fazer de um “a” um “blábláblá” me cansa.
3. só eu, na verdade, sei o sal e a pimenta que como, por isso não me venha com receitas que dão certo (pra você), tá bom?
4. horário é pra ser cumprido, chegou atrasado, não atendo.
5. calor é pra ser vivido e não pra se morrer de... Portanto, senhor dos tempos, mande um tempo bom pra mim que tô farta desse.
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Resumindo, a partir de meu novo ano eu quero mais é viver numa boa, livre, sem nenhum tipo de aborrecimento: de pessoas ou de tempo.
Ah, se eu pudesse, o ultimato tava dado e, sobretudo, acatado.

domingo, 8 de novembro de 2009

"T"witter: a arte da concisão

Para mim, falante de uma figa, 140 caracteres é amarrar minhas mãos, tirar meus óculos e querer que eu me faça entender de cara: desastroso.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"S"orrisos...




... no céu
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De lá, vê-se tudo pequenino...
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Aí fica fácil sorrir... nénão?

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

"R"ateando no erre


Tô rateando. Logo o erre, letra preferida, a minha letra.
E eu nem sou "convencida" que meu nome é o mais lindo de todos e tal... (minto, vez em quando hehe).
Há alguns anos um amigo me dizia, e repetia sempre, que eu era, inclusive, a possibilidade de um estudo específico, uma tese que analisaria minuciosamente: "por que ela gosta tanto da letra erre e do nome que tem".
Ahh, gostava e gosto mesmo. Coisa mais linda: "erre"; "Ro-sa-na"!!!
Adoro o erre de Rosana, e não só de Rosana, adoro rosa e Rosa, radiante, riso, rádio, Rafael, rainha, rumo, raiz e quase todos os "recém". AdoUUro o rEdícula que uso mais pra quem amo do que pra quem não...
Só que agora, em meio a tantas possibilidades de erres bacanas eu fiquei rateando, tal qual ocorreu na minha sequência de nomes, pois parei exatamente no Quirino, eu me lembro bem.
Mas já já volto à saga dos nomes reiniciando-a, quem sabe, com um Rosana???
E que o "esse", desta saga atual, me aguarde pra amanhã ou depois.
Rá!!!! (tá, foi podre... rárárá).

sábado, 31 de outubro de 2009

"Q"uase...


Ela quase fez um curso de caligrafia numa época em que sua letra, para aquele que dizia amá-la, era um garrancho só. Passou a mandar cartas de amor colando palavras recortadas de revistas. Depois ela se cansou, parou com aquela brincadeira: que ele trocasse cartas com outras.
Ela quase entrou num curso de culinária num tempo em que fazia jantares, para aquele que dizia amá-la, sem graça demais ou com tempero de mais. Contratou uma cozinha. Depois se cansou: que ele comesse fora.
Ele quase mudou aquela mulher.
Ela quase caiu num precipício.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"P"rendam essa louca!!!

Aquela mulher, aparentemente inofensiva, mora no mesmo endereço há muitos anos. Tem uma relação amigável com os vizinhos: não vive na casa deles nem eles na dela, mas contam uns com os outros no que for necessário. Na verdade, com alguns, mantém um contato estilo: estou-para-o-que-der-e-vier-de-verdade. Tá, há outros que ela não conhece, me confessou. Mas é que não tem tempo pra ficar de bobeira no portão vendo quem entra e sai de suas casas.
A rua onde aquela mulher mora é basicamente tranquila, num bom bairro. Um lugar sossegado, digamos assim.
Até que surge um sujeito, vindo de onde ela não sabia, que deixava seu carro - mais parecia uma furreca - na calçada em frente à sua casa. Nada de mais, nada de menos. Ela considerava tudo isso bem tranquilo, seria o natural, né? Que nada!!! Caso ele só deixasse a lata velha por lá tudo bem, mas não, o filho de uma boa égua inventava de ligar a porcaria e fincar o pé no acelerador: com tudo e sem dó.
Sem dó da dona daquela casa, sem dó dos outros vizinhos, sem dó dele mesmo, na verdade.
Numa bela quinta-feira, ahhh, tinha que ser numa quinta (é que nas quintas há algo diferente no ar, né minhas gentes?), estava a mulher no tanque de sua casa, na boa, a lavar umas roupinhas das pessoas do lugar, quando uma de suas filhas chegou e disse: “ainda vou matar o cara desse carro”.
Lá do fundo da casa, a mulher já estava ouvindo (detalhe: ela é um pouco surda... hehe) o barulho infernal que atrapalhava a coordenação de seus pensamentos, ajustes emocionais, reflexões, decisões (sim, o tanque é um lugar ideal pra pensar na vida e nas pessoas).
Ela pensou: “daqui a pouco ele para, por certo... e mais, estou meio longe hoje, nem vou me irritar muito como me irrito quando estou dentro de casa”.
Qual o quê!!!
O sujeito continuou por um bom tempo a acelerar o carro velho e eis que sobe. naquela mulher, um ímpio. E, minhas gentes, aquela mulher “impada” é uma fera!!
Ela sai do tanque, desce do avental que usava, abre o portão, chega na janela do carro onde o jumento estava e pergunta pra ele: “o senhor mora por aqui?” O homem responde: “eu moro naquela casa ali” e aponta umas três ou quatro casas depois da casa da mulher.
Ela faz outras perguntas, uma atropelando a outra: “o senhor é casado? Tem mulher e filhos? Sabe quem mora nesta casa aqui?” diz apontando pra casa da calçada onde estava o carro. A voz dela não estava uma voz suaaave, sacam? O homem olhou pra mulher e respondeu meio estranho, que sim, que tinha mulher e filhos e, mais, que não conhecia o dono da casa apontada pela mulher.
“Dono, não, meu senhor, dooooonaaaa. Eu sou a dona desta casa aqui e vou avisar uma coisinha pro senhor. Coloque a porcaria dessa furreca na porta da suuuua casa para fazer barulho no ouvido de suuuuuua mulher. Tire esse trambolho daqui da miiiiinha porta, não ouse pisar mais no acelerador dessa merda de novo, porque se isso acontecer... tá vendo aquele pedaço de pau ali? Então, eu pego aquele pau e arrebento o senhor e o carro... entendeu? Seu jumento, amarelo, imbecil, filho da puta, veado de uma figa...
A mulher olhou pra cara dele e voltou rumo ao portão da casa, disposta a entrar e continuar o que estava fazendo. O assunto estava resolvido ela acreditava.
Mas não estava... eis que ela ouve: “prendam essa louca, só me faltava essa, uma mulherzinha qualquer me dar ordens.” Ela virou o rosto em direção a sujeitinho, viu que ele fez menção de ligar o carro e, de imediato, ela se abaixou, pegou o pedaço de pau que estava escorrado junto à árvore, levantou o braço, seguiu, de novo, em direção à furreca velha e...
E ela acordou!!!
Mas ela jurou pra mim que qualquer dia desses o sonho/pesadelo se efetivará. A mulher é louca, e quando, além de louca, ela está “impada”, melhor não facilitar, velho jumento... (hô hô hô hô).
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

"O"nde está a Rosaninha?

Então, dou uma bala pra quem me achar aí nas fotinhos abaixo.
Os que sabem mais de mim me sabem uma “noveneira” de marca maior.
Sim, eu gosto de fazer novenas e isso não é um costume que adquiri agora que tô com “‘pra lá de meio século de vida”. Dizem que velhinhos são mais adeptos a esse costume, né?
Não, nada disso, pois há décadas eu faço uma ou outra noveninha, tá moçada?
Tenho seguido, de uns meses pra cá, as novenas do
Padre Reginaldo Manzotti. São ótimas e eu gosto das coisas que ele fala. Ele diz de um jeito mais realista sobre os problemas/desavenças de outros. Os conselhos que ele dá são mais palpáveis que esses que a gente vê/ouve, por aí nesse mundo de meu Deus, entre aqueles que são sacerdotes.
Ontem, Padre Reginaldo esteve aqui em
Patos de Minas e lá fomos nós: Nelma, Denise (minhas irmãs) e eu para a missa e show dele (quem disse que não vou a shows?? hehe).
Tinha geeeenteeee pra bater com pau. Uma bordoada!! Tava a coisa mais linda do mundo ver tantos fiéis cantando aquelas canções todas (devo confessar que a desnaturada aqui não sabia 5% delas...rs, mas tudo bem, balançava os braços e o lencinho na boa).
Levamos uma cadeira pras "madames" irem se revezando, na hora do cansaço. E eu, de “Xilona”, retratava até os pulinhos das meninas (meninas, olha como fiquei bondosa depois do evento... hehe).
Só sei que cheguei em casa com as pernitas bem cansadas, mas com a alma leve, em paz...
No verdade, eu desejo, é claro, melhorar tudo que eu puder melhorar em minha vida e peço a Deus que isso aconteça; porém, não melhorando, que eu possa carregar as minhas cruzes com mais leveza e fé (é, eu tenho várias cruzes; quem não as tem?).
Paz pra todo mundo, cês me achando ou não nas fotinhos "pegadinhas"...

sábado, 24 de outubro de 2009

"N"ão me deixes...

Então... olha só...
Arrá, achou que eu ia implorar alguma coisa, né?
Nã-na-ni-na-não!!!!
Não-me-deixes é só o nome dessa erva bonitinha aí.
Te peguei!!!

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